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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estações

Há quem goste do inverno,
Que, para tantos é inferno.
Eu só gosto do Outono,
Quando os dias ficam menores.
As folhas tapetam o chão,
E os corpos ainda mostram
Uma parte do que são.
A luz fugidia do inverno.
Vem impôr a reclusão
E a tristeza que a acompanha.
Mas em Fevereiro,
Tudo começa a mexer
Nessa arte, nessa manha,
Da Primavera que chega
A preparar o Verão.
Da liberdade plena
Do soltar do coração.
Para, em Setembro,
Esperar a nova estação!

Helena




domingo, 17 de janeiro de 2010

A chuva

Deitada, oiço a chuva.
Gosto de a ouvir cair,
Enrolada no édredon,
A ler um livro ou
A saborear um disco.
Mas sei, sei demais,
O outo lado do gosto.
Que é amargo
Para todos aqueles,
Os outros,
Que nada tendo,
A sentem no corpo
E só querem fugir dela.

Helena

sábado, 9 de janeiro de 2010

Lembrança

Lembro-te todos os dias,
Mas o rosto vai-se esvanecendo.
Não as mãos,
Essas reconheço-as, entre milhares.
Mas tudo o resto,
A voz, o riso,
O jeito de andar,
Vão-se perdendo.
Fica apenas a lembrança,
Dolorida e dolorosa,
Desse gosto de te amar.

Helena

Estás

Não te tenho.
Não importa.
Tenho a tua marca
No meu corpo,
No meu espírito,
No que penso,
No que sinto,
E até no que vejo.
Estás nas minhas alegrias,
Estás nas minhas tristezas.
Estás no meu dia a dia,
E nos meus sonhos.
Estás, afinal, comigo!

Helena

Gostar

Gostar é precisar?
Ou será apreciar?
Gostar é dar?
Ou será receber?
Gostar é tudo isto
Mas é, sobretudo, ter!

Helena

Nunca sei

Nunca sei
O que valem os sacrifícios.
Nunca sei
Se aprecias o que faço.
Nunca sei
Se me vês, ao ver-me.
Nunca sei
Se me tens ao ter-me.
Nunca sei
O valor do meu abraço!

Helena