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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aprender

Nem sempre se tem
O que se espera ter.
Mas é sempre possível,
Do que se tem,
Fazer render,
Transformar e tecer
Aquilo que nos faz bem!
Saber viver
É justamente criar,
Fazer de novo,
E aprender a ver,
Apesar de nem sempre apetecer!

Helena

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Gente

Lá vai ela,
Loira e velha,
A pensar que é menina.
O cabelo platinado,
Esconde os brancos.
O vestido, curto,
Mostra os joelhos.
Os saltos altos, o joanete.
Mas não há
Quem lhe diga,
Que a idade, não mente?
Que o encanto,
É o contrário
Daquilo que ela sente?
Mas não há
Quem lhe diga
Que, naquela idade,
Só a mente
Faz a gente ?

Helena

Desatino

Pego num livro,
Não leio nem uma folha.
Ligo a TV,
Não oiço o que dizem.
Ponho um disco,
Nem no botão carrego.
Sento-me sem vontade,
Levanto-me de seguida.
Por uma qualquer ansiedade,
Cuja razão não descortino,
Sinto que não sou eu,
Ou se sou,
Que desatino!

Helena

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esse olhar

Frente a frente no comboio,
Olho para ti,
Que olhas para mim.
Baixo os olhos,
Sem saber porquê.
Vergonha ou timidez,
Penso.
Mas reajo, porque sinto
De novo, o teu olhar.
Retribuo, com coragem
E gosto de enfrentar
De novo,
A força desse mirar.
Afinal sou capaz
De perder a vergonha
E de corresponder
À tua provocação,
Ao peso do teu olhar!

Helena

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Amar Paris

Como na canção, gosto de Paris,
No outono, no inverno e na primavera.
Só não gosto no verão.
Gosto de passear sem destino,
Parar aqui, ali e acolá.
Acoitar-me nos jardins e sentar-me nos bancos.
Ficar calmamente a olhar
Velhos, crianças, adultos.
Visitar museus e exposições,
Ir ao cinema e depois cear.
Rir com os amigos e depois recordar,
Como é bom estar em Paris,
E ter alguem para amar!

Helena

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tu

Sei donde venho,
Mas não sei para onde vou.
Conheço o caminho percorrido.
Mas ignoro o que me falta percorrer.
Sei do que gosto,
Mas duvido do que não gosto.
Queria saber, amor, onde estás,
Neste tempo que já foi
E naquele que ainda não é.
Para te lembrar, no que passou.
Te ter no que hoje é.
E te manter no que será!

Helena

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A contragosto

Há defeitos que não tolero
E qualidades que não suporto.
Porque estas são, muitas vezes,
Apenas o lado fácil de quem esconde,
Aquilo que lhe não convém mostrar.
Não gosto da mentira
E menos do falso pudor.
Não gosto de gente hipócrita
Mas gosto de ti, meu amor!

Helena