À medida que envelheço,
Lembro os avós e os pais.
E também os amigos
Que já partiram.
Será medo?
Será saudade?
Ou ambos, num só nó?
Vou mais pela saudade
Dum tempo que já passou.
Porque medo da idade,
É profanar o dom imenso
Da dádiva dos anos
E da vida que se levou.
Helena
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Amores
Quantos amores teremos tido,
Afinal, todos nós?
Uns inflamados, outros pacíficos,
E também apaixonados, idílicos.
Amores de criança,
Que desperta.
Amores de adolescente,
Que pulsa.
Amores de jovem,
Que deseja.
Amores de adulto,
Que se entrega.
Amores de velho,
Que pacificam.
Enfim, amores
Que satisfazem,
Ou que doem.
Mas amores,
Sempre amores,
Todos eles!
Helena
Afinal, todos nós?
Uns inflamados, outros pacíficos,
E também apaixonados, idílicos.
Amores de criança,
Que desperta.
Amores de adolescente,
Que pulsa.
Amores de jovem,
Que deseja.
Amores de adulto,
Que se entrega.
Amores de velho,
Que pacificam.
Enfim, amores
Que satisfazem,
Ou que doem.
Mas amores,
Sempre amores,
Todos eles!
Helena
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Os nós
Há uma altura para acreditar
No mundo à nossa volta.
Depois, a vida
Vai-nos roubando um certo olhar
De criança encantada.
Os anos passam,
Vem a desconfiança
Vêm filhos e vêm netos.
Que reproduzem aquele olhar
Crédulo e encantado,
Cheio de confiança em nós.
Mas nós envelhecemos
E já não temos
Senão os nós
Da vida que tecemos.
Helena
No mundo à nossa volta.
Depois, a vida
Vai-nos roubando um certo olhar
De criança encantada.
Os anos passam,
Vem a desconfiança
Vêm filhos e vêm netos.
Que reproduzem aquele olhar
Crédulo e encantado,
Cheio de confiança em nós.
Mas nós envelhecemos
E já não temos
Senão os nós
Da vida que tecemos.
Helena
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Carnaval
Nunca gostei do Carnaval
Nem de gente mascarada.
Gosto de gente normal,
Que anda de cara lavada.
Quando a gente se mascara
Para mostrar o que não é,
Esquece que a máscara
Só disfarça o que está fora
E não aquilo que se é!
Helena
Nem de gente mascarada.
Gosto de gente normal,
Que anda de cara lavada.
Quando a gente se mascara
Para mostrar o que não é,
Esquece que a máscara
Só disfarça o que está fora
E não aquilo que se é!
Helena
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Destino
Destino traça-se
Ou constrói-se?
Está marcado
Ou deixa margem
À criação de cada um?
O meu, tracei-o eu.
O teu, como foi?
Traçado ou aceite,
O destino é,
Sempre, sonhado
Para a caminhada
De cada um.
Helena
Ou constrói-se?
Está marcado
Ou deixa margem
À criação de cada um?
O meu, tracei-o eu.
O teu, como foi?
Traçado ou aceite,
O destino é,
Sempre, sonhado
Para a caminhada
De cada um.
Helena
Família
Família, a minha,
A tua,
Que fizemos.
Eu, contigo.
Tu, comigo.
E que traz nela
A mistura
Tua e minha,
Única,
Nossa.
Mesmo que não existamos,
Estamos,
Nela.
Na família
Que construímos
Tu comigo.
Eu contigo!
Helena
A tua,
Que fizemos.
Eu, contigo.
Tu, comigo.
E que traz nela
A mistura
Tua e minha,
Única,
Nossa.
Mesmo que não existamos,
Estamos,
Nela.
Na família
Que construímos
Tu comigo.
Eu contigo!
Helena
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Estações
Há quem goste do inverno,
Que, para tantos é inferno.
Eu só gosto do Outono,
Quando os dias ficam menores.
As folhas tapetam o chão,
E os corpos ainda mostram
Uma parte do que são.
A luz fugidia do inverno.
Vem impôr a reclusão
E a tristeza que a acompanha.
Mas em Fevereiro,
Tudo começa a mexer
Nessa arte, nessa manha,
Da Primavera que chega
A preparar o Verão.
Da liberdade plena
Do soltar do coração.
Para, em Setembro,
Esperar a nova estação!
Helena
Que, para tantos é inferno.
Eu só gosto do Outono,
Quando os dias ficam menores.
As folhas tapetam o chão,
E os corpos ainda mostram
Uma parte do que são.
A luz fugidia do inverno.
Vem impôr a reclusão
E a tristeza que a acompanha.
Mas em Fevereiro,
Tudo começa a mexer
Nessa arte, nessa manha,
Da Primavera que chega
A preparar o Verão.
Da liberdade plena
Do soltar do coração.
Para, em Setembro,
Esperar a nova estação!
Helena
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