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terça-feira, 24 de maio de 2011

Filhos

Filhos são consequência
Do amor
Ou da imprevidência.
Filhos são fruto
Do encontro
Perene ou acidental,
Filhos são nossos
Tão pouco
Afinal!

Helena

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Como foi?

Vi-te ao longe,
Ias de mãos dadas com ela.
Mãos que um dia
Se entrelaçaram nas minhas.
Vi-te ao longe,
Tinhas um ar feliz,
Igual ao que tiveras comigo.
Como foi que te perdi,
Como foi que me perdi,
Sabendo que não consigo
Viver a vida sem ti?

Helena

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nas tuas mãos

Havia neve e estava frio,
Caminhávamos de mãos dadas.
As pegadas ficavam marcadas
Na neve branca da serra.
Se não fosse o calor
Da tua mão,
Eu não subiria lá acima,
E perderia a vista
Do manto imenso
Que cobria a aldeia.
Foram sempre as tuas mãos
Que conduziram os caminhos
Ousados que percorri.
Foi nelas que encontrei
O apoio para tudo o que vivi.
As tuas mãos nas minhas,
A minha vida nas tuas mãos
Foram as prendas que recebi!

Helena

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Perdi-me

Caminhamos juntos tanto tempo.
Sonhámos juntos tantos sonhos.
Fomos cumplices de tantas coisas,
Que hoje, sem ti,
Me perco nas voltas da vida.
Perdi sonhos,
Perdi caminhos,
Perdi noites,
Perdi-te a ti.
Procuro-te, em vão,
Nas insónias que me invadem,
Nas lágrimas que me não secam,
Nas lembranças que não se apagam
Nas marcas que em mim deixaste
Nos filhos que me fizeste.
Perdi-te.
Mas encontro-te
Em tudo quanto faço
Sonhando sonhos comuns.

Helena

domingo, 22 de agosto de 2010

Quem sabe?

Há dias que passam sem passar
E noites que voam num instante.
Existências que se esbroam
Num presente passado distante.
Há gente que passa e que fica
Nas vidas que cruzam a nossa,
Sem que saibamos porquê,
Ou mesmo para quê.
Mas se não há coincidências,
Porque é que elas se tornam
Lamentáveis aparências
Daquilo que realmente não são?
Somos nós que consentimos
Ou elas que se impõem?
Somos nós que desejamos o indesejável,
Ou os outros que nos mostram
O que somos e não queremos ser?
Ainda hoje não sei quem sou.
Se eu,
Se o que os outros julgam que sou.
Não é que seja importante
Ser eu ou outra qualquer.
Mas é deveras intrigante
Não saber o que se quer.

Helena

sábado, 31 de julho de 2010

Calor

Com calor desespero.
Com frio retempero.
Na contradição da vida,
O teu calor estimula
E a tua frieza destrói.
Mas eu quero o frio
E quero também o calor.
Teus.
Quero-te,
Quero-me.
Intensos,
Quentes ou frios
Seremos sempre nós!

Helena

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Encontro

Encontrei-te uma vez,
E esqueci.
Encontrei-te outra vez
E lembrei
Que já te havia esquecido.
Acaso ou destino,
Não sei.
Mais, talvez, o acaso,
Porque o destino
Se escreve.
Mas se é assim,
É caso
Para forçar o acaso
E te encontrar outra vez!

Helena