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sábado, 13 de agosto de 2011

Eu

Nunca soube bem quem sou.
Nem na luz da alegria,
Nem na sombra da tristeza.
Sei que a solidão me alumia,
E que os muros me não travam.
Por isso
Se me soltam tanto as palavras
À espera do eco que tragam,
Que me ensine um pouco mais
Do que sou
Ou daquilo que posso ser.
Sabem os outros
Mais de mim
Pelo que intuem,
Do que eu, pelo que sinto.
Estranha forma esta de existir,
De me tentar conhecer.
E de tecer o tecido
Que me envolve,
Me prende e me liberta.

Helena

3 comentários:

  1. do eco
    que devolvo
    eu
    do eco
    que me devolve
    a mim
    que eco
    sou eu
    do que ecoo
    em mim

    Pedro

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  2. Encantada com este seu lado poético, fiquei fã, logo seguidora.
    Obrigada pela partilha e por ser um motivo de orgulho para as mulheres de Portugal.

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  3. Olá Helena S.C.

    Não sabia da sua veia poética. Uma mulher multi-facetada então.

    Admiro bastante a sua força e lado optimista com que encara a vida. E claro, o seu constante sorriso e gargalhada :)

    Miguel Pestana
    silenciosquefalam.blogspot.com

    ja agora, convido-a a passar no meu blogue.

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